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Hoje, dia 16 de abril, é dia de me unir a desenhistas de toda parte do mundo e rabiscar o que há ao redor! É dia de SketchCrawl! Aliás, já na 31ª edição. O cabeção aqui não lembrou durante o dia, sobrou pra hora da hemodialise… Agora chego em casa e o scanner negou fogo… o jeito foi fazer fotos dos desenhos, pois não dá tempo de caçar o problema no scanner da HP…

Auto-retrato? Hummm...

Meu camarada Zé Martins, concentrado.

Só gente fina! Peixe, Maria Délcia e Fabinho, enfermeiros.

Outro anjo: Michele, enfermeira chefe.


UMA Nº1/EFPP Nº18. Ilustração para o Boletim do IFPPC. Feito no Paint Tool SAI.


Full color.

Semi-color

Ink

Pencil.


0-4-2ST Freelance.

Locomotiva com design a partir da imaginação… talvez vire um modelo em On30.


Reconstituição visual do Fordeco da EFPP.

Este fim de semana o pessoal do IFPPC resgatou da “fila da morte” um antigo Fordinho da década de 30 usado pela EFPP. Ele rodava nos trilhos da ferrovia, o que o tornava especialmente atraente. Está um caco, mas tenho certeza que o pessoal do IFPPC o deixará novinho em folha, como nos velhos tempos. Fiquei empolgado com a notícia e fiz este desenho rapidão (umas 2h), tentando reconstituir o visual que ele tinha quando estava na ativa. Mais infos e fotos do salvamento no blog do IFPPC.


Reconstituição visual da EFPP Nº2 (2ª) para o boletim do IFPPC.


2010 - ilustração Galinha Pintadinha - Galinha Pintadinha illustration - PaintTool SAI

Depois de trabalhar na concepção dos personagens e algumas animações do DVD da Galinha Pintadinha, os produtores me pediram um estudo para ilustração editorial da personagem principal, a Galinha Pintadinha.


EFPP No.5 no "Corredor". Pintado a mão no Paint Tool SAI.

EFPP No.5 no "Corredor". Pintado no Paint Tool SAI.

Se tem uma coisa que tem me motivado a desenhar e pintar nos últimos tempos é a ferrovia. Ferrovia antiga, quero dizer, com locomoção à vapor. Os registros iconográfios (leia-se fotos e filmes) da era do vapor no Brasil são raros e escassos. Na época de ouro das ferrovias no país, o Brasil chegou a ter o terceiro maior conjunto ferroviário do mundo, atrás de EUA e Inglaterra. Teve algumas das maiores locomotivas à vapor do mundo. A primeira “decapod” fabricada pela Baldwin (a maior locomotiva já fabricada pela empresa americana até então) foi uma encomenda da Central do Brasil. Teve a primeira locomotiva especialmente desenvolvida para rodar no meio das cidades, puxando bondes. Foi um dos primeiros países do mundo a eletrificar uma linha férrea. O Brasil era um “Big Player” no cenário ferroviário do fim do século XIX início do XX. Mas em nome do “progresso”, o Brasil resolveu paulatinamente sucatear sua ferrovia em prol do rodoviarismo e outras políticas estúpidas que hoje sabemos, nos trazem mais problemas do que benefícios…

As boas histórias do Brasil são rapidamente esquecidas. Ninguém as registrou adequadamente. Enfim… imaginar cenas ferroviárias que nunca foram “clicadas” ou filmadas se tornou um passatempo delicioso pra mim e uma forma de resgatar a memória ferroviária (por enquanto, de forma particular :^).

A cena que abre este post ocorria diariamente nos arredores da cidade de São Paulo, mais precisamente na região de Caieiras, numa ferrovia que teve vários nomes, mas que ficou principalmente conhecida como Estrada de Ferro Perus-Pirapora. A EFPP não era grande nem opulenta. Rodava principalmente com material usado e empoeirado e quase ninguém a conhecia, exceto, claro, as pessoas da região. Carregava calcário das pedreiras de Cajamar e levava para os fornos de Gato Preto para virar cal, cortando os “mares de morros” com é chamada tecnicamente a topografia do local. Depois levavam o cal para a fabrica de cimento em Perus. O cimento desta fábrica ajudou a contruir a Sampa que conhecemos hoje. E foi depois que alguns gringos a “descobriram” na década de 70 que alguns poucos brasileiros passaram a “reparar” na ferroviazinha.

Como sua bitola (distância entre os trilhos) era de apenas 60cm, a EFPP, nas décadas de 50/60 não conseguia mais comprar material novo. Ela precisou comprar material de outras ferrovias de bitola de 60cm (o estado de São Paulo tinha muitas outras ferrovias com essa bitola e era praticamente o único) que já estavam sendo extintas nessa época. Isso fez da EFPP um verdadeiro tesouro histórico: nela era possível encontrar locomotivas que foram da maior fazenda de café do mundo (Família do Santos=Dumont, em Ribeirão Preto), de ferrovias de Campinas e de muitas outras cidades do interior. No final das contas a antiga EFPP tinha um dos maiores acervos de locomotivas de bitola de 60cm no mundo.

Trata-se portanto de uma ferrovia de valor inestimável, tombada pelo Condephaat. Mas o governo adora tombar patrimônios históricos, fazer aquele auê na mídia e depois largar tudo ao relento. A preservação do material histórico da EFPP depende hoje do IFPPC, um instituto sem fins lucrativos, tocado por voluntários que se dedicam à preservação das linhas e do material rodante. Com muito custo eles têm conseguido belos resultados.

Nelson e seu destemido trolei.

Tempos atrás eu estive no “Corredor”, nome dado a um dos pátios de manobras da antiga Perus-Pirapora. Lá o vice-presidente do IFPPC, o Sr. Nelson, nos fez a gentileza (eu estava com um casal de amigos) de nos levar de trolei (um pequeno vagão com um motor adaptado) por um trecho da via para conhecermos o lugar, a paisagem e etc. O passeio foi simplesmente magnífico e foi devidamente filmado (quando tiver tempo coloco no YouTube) e fotografado. A linha acompanha o rio Juqueri e por vezes precisa ultrapassar córregos, pantanos e mata fechada. Me senti um verdadeiro Indiana Jones, rodando naquele vagonetezinho precário, por trechos que faltava muito pouco para desabar… Não preciso dizer que aquela visita ao pessoal do IFPPC incendiou minha imaginação.

Nelson e eu, trocando idéias sobre preservação ferroviárias e dados históricos.

Chegando em casa fiz o rascunho abaixo, imaginando a locomotiva No.5 (uma das que estão paradas aguardando recuperação) rodando na década de 70/80 pelo trecho que eu acabara de percorrer. Depois de mostrar para alguns amigos e atendendo aos pedidos, escaneei e colori no computador utilizando ferramentas de pintura digital.

Rascunho à lápis.


Locomotiva 2-6-2T da E. F. Funilense. Feito no Paint Tool Sai

Fiz esta ilustração a pedido de uma amigo para a exposição fotográfica “Sobre trilhos….110 anos da Estrada de Ferro Funilense” que será realizada apartir de hoje, dia 25, até o dia 30, na Estação Rodoviária de Cosmópolis (Região de Campinas, Interior de São Paulo) no Endereço: Av Centenário Dr Paulo A. Nogueira 400 das 9:00 as 17:00.

A ilustração, embora feita a mão no software de pintura “Paint Tool SAI”, ficou com um aspecto de feita em 3D… Não sei se gosto disso. Prefiro quando fica com um aspecto de feito à mão mesmo.




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